sábado, 12 de fevereiro de 2011

Povo egipcio comemora o fim da ditadura Mubarak

Povo do Egito comemora o fim da ditadura Mubarak

11/2/2011 14:39,  Por Redação, com agências internacionais - do Cairo
Manifestante egípcio comemora o fim da ditadura de 30 anos
Manifestante egípcio comemora o fim da ditadura de 30 anos
O período de 30 anos do governo do presidente do Egito, Hosni Mubarak, chega ao fim nesta sexta-feira. Após quase 20 dias de intensos protestos, principalmente na Capital, Cairo, Mubarak anunciou que está renunciando ao cargo. A informação foi levada à público pelo vice-presidente Omar Suleiman, em declaração à TV estatal. Esta é a segunda ditadura do mundo árabe que cai em menos de um mês. Antes, protestos populares levaram à queda do presidente da Tunísia, Zine el Abidine Ben Ali, que acabou abandonando o país. Além do Egito e Tunísia, Mauritânia, Argélia e Jordânia passam por protestos semelhantes. Um dia antes de renunciar, Mubarak fizera um pronunciamento descartando a renúncia, mas não resistiu às pressões populares.
Logo após o anúncio da renúncia, a Praça Tahrir, no Cairo, epicentro dos protestos, reuniu centenas de pessoas que comemoravam a queda do ditador. Muitas pessoas gritavam palavras de ordem como: “O povo derrubou o regime!”. Apesar de ter alguma tradição democrática, o Egito teve apenas três governantes desde 1954: o primeiro deles foi Gamal Abdel Nasser, cujo governo ficou caracterizado pela aproximação com a União Soviética e pelas guerras com Israel. Nasser morreu em 1970, ainda no poder.
No início da década de 70, quem assume é Anwar al-Sadat, que firmou o acordo de Camp David, com Israel e pôs fim às animosidades entre os países. Foi também sobre sua gestão que o Egito recebeu de volta a Península do Sinai, tomada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Sadat foi assassinado por extremistas. Coube, então, ao seu vice na época, Hosni Mubarak, assumir o poder para preparar o país para eleições “em no máximo seis anos”. Os seis anos passaram, bem como décadas e Mubarak permaneceu no poder.
Agora, com a saída de Hosni, Egito prepara-se para novas eleições em décadas. O grande temor da comunidade internacional, principalmente líderes do Ocidente, como os Estados Unidos, é que a Irmandade Muçulmana – grupo islâmico político – saia da ilegalidade e tenha um papel mais preponderante na história política do país daqui para a frente.

Entrevista com lider mentiroso petista e mediocre.

Geraldo José - tirei uma cópia deste entrevista absurda de um líder petista safado e mentiroso, e pior ainda é formado e doutor na área de História, que envergonha a nossa classe de historiadores, e infelizmente um professor totalmente oportunista e pilantra. Lêem e analíse bem essa entrevista.

“PT deve se transformar em partido de milhões”, diz membro da direção da sigla

11 FEVEREIRO 2011 SEM COMENTÁRIOS
Valter Pomar ressalta importância das bases populares para fortalecer o partido
Por José Henrique Lopes, do R7
Fundado em 1980 para representar e defender os interesses da classe trabalhadora, o PT se converteu em um dos maiores partidos de esquerda da América Latina. Hoje, porém, ao completar oito anos no poder, é alvo de críticas por algumas de suas alianças, consideradas excessivamente pragmáticas.
Valter Pomar, doutor em História pela USP (Universidade de São Paulo) e representante da corrente Articulação de Esquerda no Diretório Nacional da sigla, diz ver com restrições algumas dessas alianças, que considera dispensáveis.
Ele reitera, porém, as bandeiras tradicionais do partido, que em sua opinião devem guiar a ação dos petistas também na participação do governo da presidente Dilma Rousseff, recém-iniciado.
- Por exemplo, a situação internacional exige alterações substanciais na política monetária e cambial. E supõe ampliação do apoio à agricultura familiar e à reforma agrária.
Quanto às perspectivas para o futuro, Pomar ressalta a importância do diálogo com as bases da legenda para que ele continue se fortalecendo como “organização coletiva”.
- O PT precisa se fortalecer, se transformar em um partido de milhões de pessoas organizadas em torno de um projeto socialista para o Brasil.
Leia, a seguir, trechos da entrevista concedida por Valter Pomar ao R7:
R7 – Quais desafios se impõem ao PT neste momento, com o início de um governo e o ex-presidente Lula deixando o centro da política institucional?
Valter Pomar – Primeiro, trabalhar para que o governo Dilma implemente o programa vitorioso nas eleições de 2010. Segundo, mobilizar a sociedade em defesa das reformas estruturais, com destaque para as reformas tributária, política, urbana e agrária e a democratização das comunicações. Terceiro, ganhar a maioria do povo brasileiro para as ideias do socialismo.
R7 – Com Lula deixando a presidência, pode-se dizer que um ciclo chegou ao fim? Há necessidade de renovar lideranças?
Pomar – São duas questões: uma diz respeito ao Brasil, outra ao PT. O governo Dilma tem que concluir a transição, iniciada no governo Lula, do neoliberalismo em direção ao desenvolvimentismo. O que significa que vai se intensificar a disputa entre os dois modelos de desenvolvimento que sempre pautaram a história brasileira: o conservador (que concentra riqueza e poder) e o democrático (que distribui riqueza e poder). Para isto, Lula continuará sendo importante, mas muito mais importante é o PT como organização coletiva, que precisa se fortalecer, transformar-se em um partido de milhões de pessoas organizadas em torno de um projeto socialista para o Brasil.
R7 – Quais são as perspectivas quanto à participação e influência do PT no governo de Dilma Rousseff?
Pomar – Participação e influência, o PT tem e continuará tendo. A questão é o conteúdo desta participação e influência, o que exigirá do PT maior capacidade de formulação estratégica, para apresentar ao governo a opinião partidária sobre os temas decisivos da pauta nacional e internacional. Por exemplo, a situação internacional exige alterações substanciais na política monetária e cambial. E supõe ampliação do apoio à agricultura familiar e à reforma agrária.
R7 – Fala-se muito do fenômeno lulista, mas a votação de Dilma seria uma evidência de que o ex-presidente pode, sim, transferir ao partido pelo menos parte de sua popularidade?

Pomar – Sim, a eleição de 2010 mostrou o peso de Lula. Mas também mostrou que apenas Lula não basta. Sem partido, sem movimentos sociais, sem a esquerda em geral, não teríamos vencido o segundo turno. Minha ênfase é na organização coletiva.
R7 – Há partidos surgidos de dissidências petistas, como o PSOL, e intelectuais que romperam com o PT e criticam o partido por ser hoje uma força do campo da ordem, que está se centralizando e tem o pragmatismo como norte. O senhor concorda?
Pomar – Não. Quem acha isso acaba se aliando com a direita. Claro que o PT sofre enormes pressões conservadoras e pragmáticas, que se não forem revertidas podem, no médio prazo, mudar o caráter do partido. Mas, por enquanto, a direita, o grande capital e os Estados Unidos continuam desgostando do PT.
R7 – O PT é, ainda hoje, um partido de esquerda e de orientação socialista?
Pomar – Somos um partido de esquerda e socialista. E um partido das classes trabalhadoras. Agora, há setores dentro do PT que não são nada disso.
R7 – Como o senhor vê as alianças que deram sustentação ao governo Lula e que subsistem neste início de gestão de Dilma Rousseff?
Pomar – Vejo de maneira crítica. Algumas destas alianças eram e são perfeitamente dispensáveis. Em outros casos, o exagero na busca de aliados quase destruiu o PT. Dou como exemplo o que ocorreu em Minas Gerais, Maranhão e Rio de Janeiro.

R7 – Predomina, a partir da chegada à Presidência, uma visão excessivamente institucional? Falta diálogo com as bases, com os movimentos sociais?

Pomar – A estratégia do PT, desde 1987, combinava três dimensões: luta social, luta institucional-eleitoral e organização partidária e de um forte movimento socialista no Brasil. Nos anos 90, por diversos motivos, a dimensão institucional-eleitoral se hipertrofiou. A chegada à Presidência reforçou o que vinha de antes. Nosso desafio é, mantendo e ampliando a presença institucional, recuperar a força social, qualificar a organização partidária e ampliar a dimensão ideológica.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O ebrio do poder

Cuenta Juan Jesús Ayala en el periódico canario eldia.es que “los griegos fueron los primeros que utilizaron la palabra "hybris" para definir al héroe que conquista la gloria y que, ebrio de poder y de éxito, comienza a comportarse como un dios, capaz de cualquier cosa.”



El síndrome de Hybris fue descrito hace años por David Owen, quien fuera ministro de Asuntos Exteriores británico y que, como además era neurólogo, escribió "En la enfermedad y en el poder", un libro en el que habla de una patología que afecta a determinados políticos con alta responsabilidad de gobierno, mismo que “inicia con una megalomanía instaurada y termina en una paranoia acentuada.”

Felipe Calderón, sin duda, es un ebrio del poder. Megalómano, “se lanzó como El Borras”  en contra de la delincuencia organizada, embarcando a las Fuerzas Armadas en una guerra de guerrillas que --como sucedió en Vietnam a los estadounidenses-- se adivina tienen perdida. Paranoico, ve en sus opositores y críticos a enemigos personales que quisieran acabar con él. Clásico: de la euforia, pasó rápidamente a “la cruda”.

Una característica del Hybris, es la persistencia en el error e incapacidad para cambiar de rumbo en su toma de decisiones. Organiza consultas tras consultas para el monotemático asunto de la seguridad pública, y acaba mintiendo –“nunca he dicho guerra”-- y haciendo lo que le viene en gana, sin escuchar a nadie más.

Bien podría decirse que el ocupante de Los Pinos evalúa todas las situaciones a través de ideas fijas, preconcebidas y rechazando toda evidencia contraria a esos sus prejuicios.

Psiquiátricamente, dicen los expertos, el Síndrome de Hybris o El Mal Del Poder  es un desorden de la personalidad, producto de una escasa madurez psicológica.

Sus pacientes persiguen compulsivamente el poder y se aferran al mismo. Y ahí hay que tener cuidado, pues ebrio de ese poder adquirido “haiga sido como haiga sido”, Calderón podría intentar perpetuarse en el poder.

Individuos que padecen este síndrome se creen en posesión de la verdad absoluta. No reconocen sus errores o fallas. Desprecian todo lo que va contra sus objetivos  o sus ideas. Están alejados de la realidad.

La evolución del síndrome se da en tres fases.

De humildad, cuando llegan al poder. Pasan, luego, al desarraigo del contexto normal por la actitud de los inferiores, los yesmen,  quienes le dicen que el reloj marca la hora que ellos quieran, los que les alaban hasta las tonterías en los medios de comunicación. Y de ahí saltan al estadio en el que nadie puede diferir de sus ideas: “¡están conmigo o contra mí!”.

Es obvio que el michoacano –como casi todos quienes antes han sido inquilinos de Los Pinos— ya ha cruzado por los tres ciclos y ahora está instalado en la borrachera sexenal.

Empezando por su propia casa, el PAN, hace ahí sólo su santa voluntad. Atropella estatutos, choca con quienes quieren detenerlo, ha convertido a su partido en un espacio en donde nadie puede crecer ni moverse a su libre albedrío por miedo a la ira del primer –y único-- panista del país. Alianzas con sus peores opositores, vergonzosas dimisiones de sus candidatos…

Lo que hace con el país es todavía peor. Lo ¿conduce? prácticamente en reversa. Hasta hoy sólo “ha metido primera” en materia de corrupción, analfabetismo funcional, decrecimiento económico hacia donde “avanzamos” a ocupar los primeros lugares.  
Calderón está enfermo. Embriagado de poder. Ve una realidad distorsionada. La que el imagina entre los vapores del poder.

Hay razón, por eso, cuando se dice que una sociedad sana no puede estar gobernada por la insania.

Necesitamos avanzar, como sociedad, a establecer en todo momento la posibilidad de retirar constitucionalmente del poder a quienes, aunque tengan una legitimidad de origen –que no es el caso--, fracasen en una legitimidad de desempeños y resultados y puedan ser sometidos al control social respectivo.

Hoy a lo único que podemos apelar es que, como castigo al Hybris está la Némesis que, a través del fracaso, devuelve al paciente a la realidad. Pero mientras…

Índice Flamígero: No lo defiendas, comadre. Tal podría decirse a la señora Josefina Vázquez Mota, quien reaccionó casi histérica en contra de los legisladores Fernández Noroña, Cárdenas y DiConstanzo. No. Ellos no “acusaron” a Calderón. El alcoholismo no es un crimen. Es una enfermedad. En todo caso, Jose –cual la motejan-- debería apoyarlo con una intervención, si es que de verdad padece ese mal que es crónico, mortal.

O prefeito de SP - Kassab quer fundar o PDB (Partido da Democracia Brasileira) - um novo neodemocratas.

Kassab abre nova fenda na direita com a criação do PDB

9/2/2011 12:20,  Por Redação - de São Paulo
Gilberto Kassab
Gilberto Kassab planeja criar um partido para 'varrer o PSDB'
A cada dia que passa, mais distante do Democratas, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab já planeja para maio o lançamento do Partido da Democracia Brasileira (PDB), legenda que, na largada, contaria com cerca de 20 parlamentares em Brasília, mais o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, atualmente filiado ao DEM. A decisão de Kassab é mais um revés na coligação de direita que levou à derrota o candidato tucano José Serra, nas eleições presidenciais.
Insatisfeito com a direção do DEM, Kassab anunciou seu desejo de sair da agremiação partidária logo após conhecer o resultado das urnas, em novembro último. Ele já mantinha contato com setores avançados do PT, no entanto, desde meados de 2010. O PDB, na realidade, tende a ser uma moeda de troca na possível fusão com outra sigla partidária de maior peso, entre elas o PSB e o próprio PMDB. Na opinião de Kassab, somente a fusão de alguns partidos poderá produzir um fato político capaz de gerar uma grande legenda com expressão nacional e situada, ideologicamente, mais ao centro.
As chances de Kassab e seu grupo permanecerem no DEM estão cada vez mais remotas, com as chances de o senador José Agripino (RN) ser eleito para presidente nacional do partido, em meados de março, aumentando cada vez mais, diante a demonstração de força das facções mais à direita na legenda. Agripino integra a falange que elegeu, semana passada,  o deputado ACM Neto, da Bahia, como líder da bancada do DEM na Câmara.
Analistas, no entanto, consideram a possibilidade da criação da nova legenda uma tarefa complicada, pois uma legenda somente recebe o registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral depois de cumprir, entre outras exigências, o recolhimento das assinaturas de 0,5% do total de eleitores que votaram para deputado federal na última eleição distribuídos em, pelo menos, nove Estados. Atualmente, esse número chega a 490 mil eleitores.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A rainha Elizabeth II chora ao ver o filme - O Discurso do Rei

Los Angeles (EUA), 4 fev (EFE).- A rainha Elizabeth II da Inglaterra achou emocionante o filme "O Discurso do Rei", que fala sobre os problemas de gagueira de seu pai, George VI, confirmou nesta sexta-feira em comunicado a produtora The Weinstein Company.
A informação tinha sido publicada previamente em um diário britânico.


"Em nome do diretor, Tom Hooper; dos produtores, Iain Canning, Emile Sherman e Gareth Unwin; dos atores Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter e do resto do elenco: estamos profundamente honrados e agradecidos que o filme tenha agradado Vossa Majestade", destacou a nota.

"Foi um trabalho feito com amor por todos nós e isso é um grande reconhecimento", acrescentou.

Para o roteirista do filme, David Seidler, saber que a rainha Elizabeth II se emocionou com a história é comovente, mas, ao mesmo tempo, "faz você se sentir muito humilde".

"Quando, há 30 anos, a rainha-mãe me pediu que esperasse e não contasse a história enquanto ela estivesse viva, porque a lembrança desses eventos eram ainda dolorosos demais, me dei conta da profundidade das emoções que estavam em jogo", explicou.

"Agora esta história foi escrita e filmada com grande amor, admiração e respeito com o pai de Vossa Majestade. O fato de ela ter respondido favoravelmente é algo incrivelmente gratificante", concluiu.

"O Discurso do Rei" é um dos filmes favoritos para o Oscar, cuja cerimônia será realizada no dia 27. A obra sobre o rei George IV concorre a 12 estatuetas, entre elas as de Melhor Filme, Melhor Diretor (Hooper), Melhor Ator (Firth), Melhor Ator Coadjuvante (Rush) e Melhor Atriz Coadjuvante (Carter).
Fonte:Yahoo Entretenimentos - Cinema
O ator Geoffrey Rush participou do Oprah Winfrey Show e disse que seu trabalho foi enormemente facilitado pelo fato de o fonoaudiólogo Lionel Logue ter mantido ao longo de anos um diário sobre o trabalho com seus pacientes, inclusive Jorge VI. O diário foi preservado pelo fiho de Logue e disponibilizado para a realização do filme. Nenhuma fonte poderia ser melhor ou mais rica. Ali ficaram registrados em detalhe toda a experiência da terapia e seu relacionamento com a o Rei e a Rainha-Mãe.
Abaixo um vídeo mostrando Jorge VI em momentos mais descontraídos, Elizabeth II na juventude, um discurso público do Rei e até a notícia de sua morte.

Os cabelos e as mulheres da Amazônia

Os cabelos e as mulheres da Amazônia PDF Imprimir E-mail
Questões de Gênero e Orientação Sexual
Mauricio Santos Matos   
Sex, 04 de Fevereiro de 2011 12:09
escalpelamentoEm novembro/2009, após aparar meus cabelos e deixá-los à altura dos ombros, tomei conhecimento de uma campanha de doação de cabelos para a confecção de perucas para mulheres que sofreram escalpelamento nos rios da Amazônia.
Àquela época, tomei a decisão de deixá-los crescer, sem aparar um milímetro sequer. Pretendia cortá-los no meio do ano, em junho ou julho/2010. Mas achei que não estavam em um bom tamanho. No último dia 06/01/2011 cortei meus cabelos. No dia seguinte levei ao Espaço Acolher, da Santa Casa do Pará.
Anos atrás, quando conheci o drama vivido por ribeirinhas, que tinham o couro cabeludo arrancado pelo eixo do motor de pequenas embarcações, fiquei indignado em saber que havia uma solução, simples e barata, que impediria por completo que esse tipo de acidente voltasse a acontecer.
Infelizmente vivemos em um mundo capitalista, onde a sede de lucro comanda as ações dos donos do poder. Infelizmente vivemos em um mundo capitalista, onde a imensa maioria dos governantes, ou faz parte de uma ínfima minoria, proprietária dos meios de produção, ou faz parte de uma casta subserviente a seus desmandos. E as mulheres escalpeladas da Amazônia não fazem parte desse minúsculo círculo. Na verdade, a maioria delas está excluída por completo dos centros de decisão.
Há um ditado que diz: "se fosse o homem quem engravidasse, o aborto não seria considerado crime". A lógica é similar, no caso dos escalpelamentos, pois se fosse um acidente que atingisse ricas damas da sociedade, certamente os governantes já teriam, há muito tempo, determinado uma solução definitiva ao problema.
E a solução é tão absurdamente simples, que chega a ser inacreditável que muitas mulheres – crianças, jovens, adultas, idosas – sejam vítimas de tal crueldade: basta cobrir o eixo do motor, com um assoalho de madeira ou com uma carenagem metálica. Mas as frágeis vítimas estão lá, no meio da Amazônia. No interior de rios e igarapés que correm distantes dos grandes centros urbanos. Distantes dos olhos e ouvidos do mundo. E isso faz toda a diferença.
Em 2009 foi promulgada a Lei 11.970, que altera a Lei 9.537/97, e torna "obrigatório o uso de proteção no motor, eixo e quaisquer outras partes móveis das embarcações que possam promover riscos à integridade física dos passageiros e da tripulação". Na verdade, a lei de 1997 nem precisaria de reforço, pois o seu artigo 4º, inciso V, determina que é atribuição da autoridade marítima "estabelecer a dotação mínima de equipamentos e acessórios de segurança para embarcações e plataformas". Talvez, se fossem os homens – ou as autoridades marítimas – que tivessem seus cabelos arrancados...
Esta "pequena" mudança, que foi colocada em prática graças aos conselhos existentes nas comunidades ribeirinhas, aliada a uma campanha de conscientização, foram as responsáveis – ao que tudo indica – pela redução nos casos de escalpelamento. Em 2009, 21 mulheres (boa parte crianças) tiveram seus cabelos arrancados, no Pará. E às vezes, foram junto com orelhas e a pele do rosto e pescoço. Em 2010, somente 07 casos foram registrados na Santa Casa.
Isso sem falar dos casos não informados, dos óbitos não contabilizados...
Se, de fato, a promulgação da nova Lei e a campanha de esclarecimento foram determinantes para essa drástica diminuição dos acidentes, há de se comemorar. Mas, também, há de se questionar: se era tão simples, porque não foi feito antes?
Confirmando a decisão tomada a pouco mais de um ano, cortei e doei meus cabelos.
Sei que é um pequeno gesto, minúsculo. Sei que não trará de volta a felicidade em poder observar o simplório ciclo de crescimento e queda de fios de cabelo. Sei que não trará de volta o prazer em banhar-se nas águas dos rios sem sentir dor na fina pele transplantada para o crânio. Sei que não trará de volta a saudável vaidade de pentear e acariciar os cabelos.
Mas sei que, de alguma maneira, essa pequena doação colocará um sorriso no rosto de alguém que já passou por muitos sofrimentos, mas não desistiu de lutar. E não desistiu de ser feliz.
E sei, também, que se quisermos baixar a zero a quantidade de vítimas, será preciso botar a boca no mundo. Gritar. Berrar o mais alto que puder. Para que acordem os responsáveis pela fiscalização e cumprimento de mais uma lei. Apenas o silêncio pode impedir a felicidade das mulheres dos rios da Amazônia. Não nos calemos, jamais!
 

A Revolução Árabe

*Revolução Árabe, efeito dominó contra a crise capitalista* - Almir Cezar -
02/02/2011
 
 <http://www.destakjornal.com.br/images/news/20110202/3040500.jpg>
*Efeito Dominó no mundo Árabe*
 
 A Revolução corre pelos países árabes igual efeito dominó
 
Manifestantes têm protestado contra o alto custo de vida e a falta de
liberdades políticas no país. Depois de Tunísia e Egito, a revolta popular
árabe contra regimes ditatoriais, conhecida como "Revolução de Jasmim",
chegou a Jordânia e Argélia.
 
Começou na Tunísia, onde a "Revolução de Jasmim" com  afastamento do governo
do ex-presidente Zine El Abidine Ben Ali, que fugiu do país. Em seguida
chegou com força no Egito. Os protestos que tomam conta do Egito desde o dia
25 de janeiro e exigem a renúncia do presidente Hosni Mubarak foram
inspirados nas manifestações na Tunísia.
 
Agora a "onda" chegou à Argélia, Iêmen, Jordânia, Síria, Sudão, que são
alguns dos países nos quais os cidadãos saíram às ruas para exigir seus
direitos sociais, econômicos e políticos. Todas as manifestações seguem o
padrão que têm abalado o mundo árabe: é organizada pela internet e busca
maior liberdade de expressão, respeito aos direitos humanos e melhora no
padrão de vida. O povo da Tunísia rompeu o costume do medo e mostrou que era
possível - com uma velocidade surpreendente - derrubar um regime, com uma
dificuldade menor do que a imaginada
 
*Crise econômica e não religião como fermento da revolução *
 
Esta revolta popular que atinge grande parte do mundo árabe é laica, e nada
tem haver com o que a grande mídia e o imperialismo, que tenta divulgar  ou
passar a imagem como um processo com viés islâmico, na tentativa de
aterrorizar a opinião pública do Ocidente. Vale lembrar que, esses ditadores
laicos são aliado dos países imperialistas, são muito responsável, em
relação ao interesse geopolítico na região, por controle (eufemisticamente
chamado de "esforços de paz") no Oriente Médio. Por sua vez, a ideologia
imperialista cínica defende que os países árabes o senso democrático é
limitado a estreitas elites liberais enquanto que a vasta maioria só pode
ser mobilizada através do fundamentalismo religioso ou do nacionalismo.
Embora verdade que, o vazio deixado pelo pan-arabismo (tão combatido pelo
Ocidente) acabou sendo ocupado pelos movimentos islâmicos que tiveram e têm
setores não sectários que são antiimperialistas como o caso do Hezbolah no
Líbano e o Hamas na Palestina e outras mais sectárias e fundamentalistas que
não tem cumprido este papel. Porém, a revolução vem provando como errada tal
ideologia.
 
 
O caso exemplar dessa tendência laica e deflagrada pela crise econômica é do
incidente que iniciou a primeira onda de protestos na Tunísia. Um vendedor
de frutas,que ao atear fogo em seu corpo em 17 de dezembro passado,
incendiou seu país até que derrubou o ditador Ben Ali. O caso é realmente
exemplar: Bouazizi revoltou-se porque policiais confiscaram sua banca, o
espancaram e não devolveram seu negócio que lhe rendia 75 dólares mensais
que sustentavam sua mãe e irmã. Seu pai morreu quando ele tinha 3 anos e
desde os 10 ele vendia nas ruas depois do colégio.
 
O jovem que se lançou às chamas, era, na verdade, um universitário graduado
que, como tantos outros, não encontrava um emprego apropriado. Ele tentou
sobreviver com dificuldades vendendo frutas e legumes, mas até mesmo isso se
tornou impossível quando a polícia o deteve por vender sem licença. Em
desespero, ele decidiu pôr fim à sua vida em gesto dramático. Ele faleceu
algumas semanas mais tarde. Esse incidente provocou uma onda massiva de
manifestações e protestos.
 
 
*Caréstia e desemprego, combustível da revolta *
 
O aumento no preço das commodities, em especial os alimentos, leva à fome, à
carestia ou à forte perda no poder de compra, uma das causas das revoltas
populares na Tunísia, no Egito e outros países. Esse aumento se deve à
especulação financeira, com os alimentos sendo considerados mercadorias e
negociados nas bolsas dos mercados e futuros, e não à falta de terras ou
capacidade para cultivar.
 
 <http://www.obrasileirinho.com.br/wp-content/uploads/2011/01/egito1.jpg>
 
A carestia dos artigos de primeira necessidade, a consequente fome, e a
perda do poder de compra dos salários pela elevação dos preços, associada ao
desemprego que explodiu após a crise mundial de 2008, são "combustíveis" que
acabam obrigando as populações a assumirem condutas mais críticas e duras
contra os governos anti-democráticos.
 
Os ditadores não ditam, eles obedecem ordens. "Ditadores são sempre
fantoches políticos. Os ditadores não decidem." O presidente Hosni Mubarak
do Egito, assim como era Ben Ali da Tunísia, é o fiel servidor dos
interesses económicos tanto das elites locais como das multinacionais
ocidentais. E na crise esses governos,a té mais que os pseudo-democráticos
(democráticos burgueses) se veem mais obrigados a atender esses interesses,
impondo aos trabalhadores às perdas com a crise e  aumento da exploração.
 
O levante começou como movimento contra o desemprego e a carestia, sobretudo
contra o preço dos alimentos, mas rapidamente converteu-se em revolução que
exigia liberdades civis e a deposição do homem que a população via como
responsável por suas tragédias. As multidões gritavam “Pão, água e sem Ben
Ali”.
 
O regime da Tunísia comprometeu a velha base produtiva da economia, seguindo
à risca  por anos a fio as recomendações de sempre do FMI e do Banco
Mundial, para privatizar indústrias e cooperativas agrícolas do setor
público. Em lugar do que antes havia, cresceu uma economia muito mais
contingente, de empresas têxteis e *call centers *operados por investidores
estrangeiros, que só ofereciam empregos e subempregos temporários e mal
remunerados, e *resorts* e *spas* para atrair turistas às ensolaradas praias
do país. Turismo e* call centers*, nos quais os tunisinos trabalhavam como
empregados de consumidores ocidentais, são os dois principais itens da lista
de exportações recomendada pelo Banco Mundial. Com a crise de 2008 tudo isso
veio abaixo.
 
É por isso, que a grande massa nas ruas denuncia a ilegitimidade também do
governo de transição iniciado com a queda de Ben Ali e exige “um novo
Parlamento, uma nova constituição e uma nova República”. A revolução na
Tunísia é precedente que fez ver no mundo árabe a possibilidade de
democratização, é de sua única possibilidade de construção de baixo para
cima, e como esta é necessidade primária para lutar contra as consequências
do capitalismo.