domingo, 14 de dezembro de 2025

O catolicismo rigido

 

“Catolicismo rígido” não é um termo técnico oficial dentro da Igreja, mas costuma ser usado para descrever uma postura religiosa marcada por forte apego às normas, à disciplina e à tradição, às vezes de forma inflexível. Em geral, quando alguém usa essa expressão, está falando de um estilo de vivência católica, não de uma doutrina formal.

Aqui estão os sentidos mais comuns:

1. Ênfase intensa na lei e na moral

– Forte foco nos mandamentos, normas litúrgicas e disciplina moral.
– A prática religiosa é centralizada no dever e na correção do comportamento.

2. Tradição acima de tudo

– Preferência pelas formas mais antigas da liturgia (p. ex., Missa Tridentina).
– Desconfiança ou rejeição de mudanças introduzidas após o Concílio Vaticano II.

3. Interpretação estrita de dogmas

– Tendência a ler documentos da Igreja sem flexibilidade pastoral.
– Menor abertura para nuances, contextos ou adaptações culturais.

4. Menos ênfase na dimensão pastoral e dialogal

– Prioridade para a verdade objetiva e para a autoridade.
– Menos atenção ao diálogo ecumênico ou ao aspecto misericordioso em debates morais.

5. Busca de clareza, ordem e firmeza

Para muitos, isso não é algo negativo: é visto como fidelidade firme, resistência ao relativismo moral e apego à ortodoxia.
Para outros, pode parecer legalismo ou uma forma de religiosidade pouco aberta à complexidade da vida.

Aqui vai uma distinção clara, direta e bem aprofundada entre tradicionalismo católico e catolicismo rígido. Eles se parecem, mas não são a mesma coisa.


1. TRADICIONALISMO CATÓLICO (sentido técnico e histórico)

O tradicionalismo católico é uma corrente específica dentro da Igreja (e às vezes, até à margem dela) marcada por três características fundamentais:

a) Apego explícito à Tradição pré-Vaticano II

– Preferência pela Missa Tridentina (rito antigo).
– Aderência forte às encíclicas pré-modernas.
– Leitura crítica ou rejeição do Concílio Vaticano II em pontos como liberdade religiosa, ecumenismo etc.

b) Base doutrinal e filosófica definida

O tradicionalista acredita que:
– A verdade católica não evolui, apenas se explicita.
– Mudanças pastorais recentes são perigosas ou nocivas.
– A modernidade filosófica e política é, em boa parte, incompatível com o catolicismo.

 

c) Há formas “oficiais” de tradicionalismo

Ex.:
– Fraternidade São Pio X (FSSPX).
– Institutos Ecclesia Dei (quando existiam formalmente).
– Comunidades que celebram exclusivamente no rito antigo.

Ou seja, tradicionalismo é uma posição teológica e litúrgica definida, com autores, documentos e práticas reconhecíveis.


2. CATOLICISMO RÍGIDO (sentido sociológico e psicológico)

O “catolicismo rígido” não é uma corrente.
É um estilo, um modo de viver a fé.

Pode existir:
– em um progressista;
– em um conservador;
– em um tradicionalista;
– até em um católico comum.

 

É uma atitude marcada por:

a) Enfoque inflexível nas normas

– Obediência literal a regras sem considerar contexto pastoral.
– Tendência a moralizar tudo.
– Relação com Deus centrada na lei, não na misericórdia.

b) Redução da fé à disciplina

– Pouca abertura ao diálogo.
– Dificuldade em lidar com ambiguidade e gradualidade.
– Tendência a julgamentos moralistas sobre terceiros.

c) Psicologia da rigidez

Termo muito usado por Bento XVI e pelo Papa Francisco:
– Rigidez como mecanismo de defesa diante da incerteza.
– Uma fé mais “militar” do que “misericordiosa”.

Ou seja, catolicismo rígido = atitude inflexível
tradicionalismo católico = corrente definida dentro da Igreja.

🎯 RELAÇÃO ENTRE OS DOIS

Todo tradicionalista pode ser rígido, mas não necessariamente é.
Há tradicionalistas equilibrados, culto­os, com vida espiritual profunda e sem moralismo.

Todo rígido pode parecer tradicionalista, porque rigidez frequentemente se expressa por formalismo litúrgico, moral ou disciplinar.

Mas a diferença é simples:

👉 Rigidez é uma postura psicológica.

👉 Tradicionalismo é uma posição teológica.

 

 


 

A construção da verdade histórica: entre o revisionismo e a objetividade

 A história, como disciplina e como narrativa, não é um simples registro de acontecimentos passados, mas um processo dinâmico que reflete tanto as complexidades dos acontecimentos como as perspectivas daqueles que os relatam. A construção da chamada “verdade histórica” está impregnada de tensões inerentes entre o desejo de objetividade e a inevitável subjetividade de quem interpreta os fatos. Neste processo, o revisionismo histórico surge como uma ferramenta poderosa e controversa que desafia as narrativas estabelecidas, enquanto a objectividade, como ideal epistemológico, procura garantir uma representação imparcial dos acontecimentos. Contudo, será possível alcançar uma verdade histórica inquestionável ou será a história, em última análise, um espelho das lutas ideológicas e culturais de cada época?

 O conceito de verdade histórica tem sido objeto de debate desde os primórdios da historiografia. Heródoto, considerado o “Pai da História”, já enfrentava o dilema de distinguir entre fatos e histórias, ciente de que suas crônicas eram influenciadas pelas narrativas orais de sua época. Posteriormente, Tucídides propôs um modelo mais analítico e crítico, focado na busca das causas subjacentes aos acontecimentos políticos e militares. Este contraste inicial entre as abordagens de Heródoto e Tucídides marcou o início de uma tensão que persiste até hoje: a história como narrativa subjetiva versus a história como análise objetiva.

 A ascensão do revisionismo histórico, particularmente no século XIX, intensificou estas tensões. Esta abordagem não procura simplesmente reinterpretar os acontecimentos, mas antes questionar as narrativas dominantes que são muitas vezes construídas pelos vencedores. A famosa frase de George Orwell, “quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente controla o passado”, resume precisamente a instrumentalização do passado como ferramenta de poder. Neste sentido, o revisionismo histórico pode desempenhar um papel emancipatório, dando voz a grupos marginalizados e revelando verdades escondidas, mas também pode tornar-se uma arma perigosa nas mãos daqueles que procuram distorcer os fatos para legitimar agendas políticas.

 Um exemplo paradigmático deste fenómeno é o debate em torno da colonização europeia na América Latina. Durante séculos, as narrativas oficiais apresentaram a conquista como um processo civilizatório, enfatizando os benefícios da religião e da cultura europeias para os povos nativos. No entanto, à medida que surgiram correntes revisionistas, esta visão começou a ser questionada, destacando as atrocidades cometidas, o genocídio de populações indígenas e a destruição de culturas inteiras. Esta mudança na interpretação histórica não só enriqueceu a nossa compreensão do passado, mas também levantou questões fundamentais sobre a memória colectiva e a identidade cultural.

 Contudo, o revisionismo nem sempre é utilizado para fins progressistas. Nas últimas décadas, temos visto exemplos preocupantes de revisionismo impulsionado por ideologias extremas. A negação do Holocausto, por exemplo, é uma forma perversa de revisionismo que distorce fatos amplamente documentados para promover agendas anti-semitas. Nestes casos, o revisionismo abandona o seu propósito crítico e torna-se um mecanismo de manipulação que põe em risco a verdade histórica. Portanto, a tarefa do historiador não é apenas reinterpretar o passado, mas também distinguir entre revisões legítimas e manipulações ideológicas.

 Neste contexto, a objetividade é apresentada como um ideal a que a historiografia aspira, mas a sua concretização é profundamente problemática. Os historiadores não são observadores neutros; Suas análises são condicionadas pelo seu contexto sociopolítico, pela sua formação acadêmica e até pelos seus preconceitos inconscientes. Além disso, a seleção das fontes, a interpretação dos dados e a narrativa utilizada são decisões subjetivas que influenciam a construção da história histórica. Fernand Braudel, membro proeminente da escola dos Annales, reconheceu que o historiador não apenas estuda o passado, mas também é um produto do seu presente. Segundo Braudel, a história é uma construção na qual se confluem diversas temporalidades: a curta duração dos acontecimentos, a média duração dos ciclos sociais e a longa duração das estruturas profundas.

 Apesar dessas limitações, a historiografia desenvolveu metodologias rigorosas para abordar a objetividade. A análise crítica das fontes, a triangulação de dados e o uso de perspectivas interdisciplinares são ferramentas fundamentais que permitem minimizar vieses e construir interpretações mais equilibradas. No entanto, mesmo estas metodologias estão sujeitas a reinterpretação à medida que surgem novas evidências e paradigmas teóricos. Por exemplo, a ascensão da história cultural no século XX desafiou as narrativas tradicionais, concentrando-se em aspectos simbólicos, emocionais e quotidianos que tinham sido ignorados pelas correntes anteriores.

 Um caso ilustrativo da interação entre revisionismo e objetividade é o estudo da Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Durante décadas, as narrativas oficiais foram dominadas pela propaganda franquista, que retratava o conflito como uma cruzada contra o comunismo. No entanto, desde a transição democrática em Espanha, surgiram pesquisas que desafiaram esta visão, revelando a complexidade da dinâmica social, política e económica do conflito. Apesar dos avanços na historiografia, o debate sobre a memória histórica em Espanha continua a ser um tema polarizador, o que mostra como as interpretações do passado estão profundamente interligadas com as tensões do presente.

 Além disso, a tecnologia transformou radicalmente a forma como construímos e debatemos a história. O acesso a arquivos digitalizados, o uso de ferramentas de análise de dados e a popularização de plataformas de divulgação democratizaram o conhecimento histórico, permitindo que vozes antes marginalizadas participassem da construção de narrativas. No entanto, esta democratização também gerou novos desafios, como a proliferação de teorias da conspiração e a difusão de informações falsas. Neste cenário, o historiador deve ser não apenas um analista crítico, mas também um mediador que promove o pensamento crítico entre o público.

 Em última análise, a construção da verdade histórica é um processo contínuo e coletivo que reflete as tensões entre revisionismo e objetividade. Embora o passado não possa ser alterado, as nossas interpretações dele estão em constante transformação, moldadas pelos valores, necessidades e conflitos de cada geração. Esta natureza dinâmica da história não deve ser vista como uma fraqueza, mas antes como uma oportunidade para enriquecer a nossa compreensão do mundo e promover um diálogo mais inclusivo e crítico sobre a nossa memória coletiva.

 A história não é apenas um registro do que foi, mas um campo de batalha onde é decidido o que lembramos e como lembramos. Neste sentido, a verdade histórica é ao mesmo tempo um ideal e uma ferramenta que nos permite questionar o presente, imaginar o futuro e, acima de tudo, compreender melhor a nossa condição humana.

 

Fonte original:  https://revistaliterariaelcandelabro.blog/2025/01/construccion-verdad-historica-revisionismo-objetividad/


domingo, 10 de março de 2024

A História está chegando a Lisboa

domingo, 28 de maio de 2023

A Monarquia Sul Brasileira

 Movimento de caráter monárquico que, por ocasião da campanha do Contestado (1914), proclamou a monarquia no sul do país e designou imperador o fazendeiro Manuel Alves de Assunção Rocha.
 
Fonte: Enciclopédia Koogan Larousse 1981, página 1382.
 
 
 


Blulllenau

quarta-feira, 19 de abril de 2023

O que é Dissidencialismo?

 


Através de sites de busca como o Google e o Bing quando digita Dissidencialismo aparece presidencialismo ( que é um erro grotesco). Pesquisei no ChatSonic GPT-4 bem mais atualizado e ajudou bastante, detalhado e interessante.

1, Dissidencialismo

 O Dissidencialismo é um fenômeno político-social que ocorreu em diversos momentos da história, principalmente em países que passaram por regimes autoritários ou ditatoriais. Trata-se de uma forma de oposição ao poder estabelecido, que pode ser tanto de natureza política quanto ideológica.

Os dissidentes geralmente se destacam por suas críticas contundentes ao sistema e pelas ações de desobediência civil que realizam. Eles podem ser perseguidos pelo Estado e sofrem ameaças e retaliações por parte das autoridades.

No Brasil, o Dissidencialismo ganhou força durante a ditadura militar, quando intelectuais, artistas, estudantes e outros grupos organizados passaram a se manifestar contra o regime. Esse movimento teve um papel importante na luta pela redemocratização do país.

Hoje em dia, a luta dissidente pode se manifestar de diversas formas, desde o ativismo nas redes sociais até a organização de protestos e manifestações. Ainda é uma importante forma de resistência contra regimes autoritários e opressores em todo o mundo.

2. Dissidencialismo tradicionalista

 Não há um consenso definido sobre o que é o dissidencialismo tradicionalista, mas pode-se entender que se trata de um movimento de oposição ao modernismo e às mudanças sociais e culturais que se intensificaram no século XX. Os dissidentes tradicionalistas defendem valores conservadores e religiosos, além de uma visão de mundo que valoriza a tradição e a autoridade. Esse tipo de dissidência pode ser encontrado em diversos contextos, como em grupos religiosos, movimentos políticos de direita e em algumas comunidades isoladas. É importante ressaltar que o dissidencialismo tradicionalista não deve ser confundido com posições extremistas ou antidemocráticas.

 No Brasil, existem grupos dissidentes tradicionalistas que se opõem ao modernismo e às mudanças sociais e culturais, defendendo valores conservadores e religiosos e uma visão de mundo que valoriza a tradição e a autoridade. Entre esses grupos estão os seguidores do catolicismo tradicionalista e aqueles que buscam restaurar hierarquias que priorizam homens brancos e líderes espirituais em relação a materialistas, mulheres e não-arianos. 

3.  Os grupos dissidencialistas na Europa e na Ásia

Existem vários grupos dissidentes na Europa e na Ásia, com diferentes objetivos e formas de ativismo. Alguns exemplos incluem organizações separatistas, grupos de direitos humanos, grupos anti-autoritários, organizações de libertação animal e coletivos anarquistas. 

4. Nouvelle Droite ( Nova Direita) 

A Nova Direita (Nouvelle Droite em francês), por vezes abreviado com as iniciais ND, é um movimento político de extrema-direita que surgiu na França no final da década de 1960. A Nouvelle Droite está na origem da Nova Direita Europeia (ND). Vários estudiosos da ciência política têm afirmado que é uma forma de fascismo ou neofascismo, embora o movimento evita estes termos. Seu líder foi o francês Alain de Benoist, cujo objetivo era, de acordo com Pierre-André Durante, 'remontar intelectualmente a direita em França' para fazer frente à hegemonia cultural da esquerda (neste sentido se qualificava de gramscismo de direita porque o objetivo era ganhar terreno ao inimigo gradual e pacientemente).

A Nouvelle Droite começou com a formação do Groupement de recherche et d'études pour da civilização européenne (GRECE; Grupo de Pesquisa e Estudos para a Civilização Europeia), um grupo francês dirigido por De Benoist, em Nice, em 1968. De Benoist e outros dos primeiros membros do GRECE haviam participado durante muito tempo na política de extrema-direita, e o seu novo movimento foi influenciado por antigas correntes de pensamento de direita, como o movimento revolucionário conservador alemão. Mas rejeitava as ideias de esquerda sobre a igualdade humana, a Nouvelle Droite também estava muito influenciada pelas táticas da Nova Esquerda e algumas formas de marxismo. As ideias socioculturais do marxista italiano Antonio Gramsci foram especialmente influentes, e os membros da ND se descrevem a si mesmos como os 'gramscianos de direita'. A ND alcançou certo nível de respeito no mainstream da França durante a década de 1970, embora a sua reputação e influência diminuíram a raiz da sustentada oposição antifascista liberal e de esquerda. Os membros da Nouvelle Droite se uniram a vários partidos políticos, tornando-se uma influência particularmente forte dentro da Frente Nacional francês de extrema-direita, enquanto que as ideias do ND também influenciaram os grupos de extrema-direita de outros lugares da Europa. No século XXI, a ND tem influenciado vários grupos de extrema-direita, como o movimento identitário e formas de nacional-anarquismo.

A ND se opõe ao multiculturalismo e a mistura de diferentes culturas dentro de uma mesma sociedade, se opõe à democracia liberal e o capitalismo, e promove formas localizadas de que denomina 'democracia orgânica', com a intenção de destruir os elementos da oligarquia. Promove um método 'arqueofuturista' ou um tipo de 'conservador revolucionário' para a revitalização da identidade e da cultura europeias, ao mesmo tempo em que incentiva a preservação de certas regiões em que podem residir os europeus e seus descendentes caucasianos. Ao mesmo tempo, tenta sustentar a proteção da variedade de etnias e identidades em todo o mundo, defendendo o direito de cada grupo de povos a manter suas próprias terras e regiões que ocupar. Para alcançar seus objetivos, a ND promove o que denomina 'metapolítica', tentando influenciar e mudar a cultura europeia, de forma que você tenha simpatizado com a causa, durante um longo período de tempo, em vez de fazer campanha ativamente dos cargos através dos partidos políticos.

5. História da Nouvelle Droite

Após o final da Segunda Guerra Mundial e a queda do regime de Vichy, a extrema-direita francesa, passou para a clandestinidade. Ressurgiu como força capaz de concorrer às eleições em meados dos anos 50, quando alguns ativistas de extrema-direita voltaram com sucesso para a cena pública através do movimento poujadista.Nas duas décadas seguintes, o movimento de extrema-direita do país se reuniu em torno da causa do Império francês, opondo-se aos movimentos de descolonização que ganhavam força na Indochina e na Argélia.3 neste contexto, formaram-se vários grupos paramilitares de extrema-direita, como a Organização do Exército Secreto (Organisation armée secrète - OAS) e o Exército Revolucionário (Armée Révolutionnaire - AR). Adotando outra abordagem, vários intelectuais de extrema-direita decidiram que tentariam fazer mais respeitados socialmente muitas de suas ideias com a criação do Grupo de Pesquisa e Estudo para a Civilização Europeia (GRECE).3 O acrônimo significa 'Grécia' em francês, e a organização salienta os valores pagãos da antiga Grécia.

O GRECE foi fundada na cidade de Nice, no sul da França, em janeiro de 1968, pouco antes dos acontecimentos de maio de 1968 na França. Inicialmente contava com quarenta membros,entre os que se destacavam Alain de Benoist, Pierre Vial, Jean-Claude Valla, Dominique Venner, Jacques Bruyas e Jean-Jacques Mourreau. O politólogo Tamir Bar-On afirmou que 'a evolução intelectual tanto do GRECE como um dos principais intelectuais de ND situa-se definitivamente no ambiente de direita revolucionária'. O GRECE tem sido descrito como uma 'alternativa lógica' para os 'jovens militantes nacionalistas franceses', dada a dissolução do grupo Jeune Nation, em 1958, o colapso da OAS em 1962, e a derrota do Agrupamento Europeu para a Liberdade nas eleições legislativas de 1967. Estes jovens radicais eram ultranacionalistas e anticomunistas, e centravam suas crenças em torno da defesa da sociedade ocidental, o racismo científico e da eugenia. Se opunham à migração dos povos não-brancos, as antigas colônias francesas na própria França, o que os levou a adotar perspectivas anticoloniais e anti-imperialistas.

De Benoist chegou a ser considerado o 'líder' da Nouvelle Droite6 e sua 'porta-voz mais autorizada'. Anteriormente havia sido membro do liderado  federação internacional do esporte universitário nacionalistas e havia colaborado com a revista racialista Europe-Action, ambas caracterizadas por refletir as ideias da ND em sua 'forma embrionária'.8 O GRECE herdou uma série de termos-chave Europe-Action, entre eles 'a postura futuro, um marcado elitismo, a noção de raça, de uma Europa unida, as sementes de uma mudança de definições biológicas culturais da 'diferença' e investimento sofisticada de termos como racismo e antirracismo'. De Benoit também recebeu a influência do movimento revolucionário conservador da Alemanha entre as duas guerras que incluía a pensadores como Ernst Jünger, Arthur Moeller van den Bruck e Oswald Spengler - e, na década de 1970, a ND contribuiu para promover um interesse renovado por estes revolucionários conservadores.

O GRECE difundiu um documento interno em que encorajava os seus membros a não utilizar um 'linguagem antiquada' que pudesse associar-se ao grupo com os antigos setores fascistas da extrema-direita. Também incentivava os seus membros a se relacionar com alguns dos responsáveis mais importantes de França e da Europa, para acomodar melhor as bases de seus objetivos. O GRECE não continuou sendo um movimento intelectual homogêneo, mas que continha perspectivas diferentes e às vezes conflitantes ND aprendeu os distúrbios de 1968, bem como do movimento mais amplo da Nova Esquerda dessa década, adotando-se a ideia de que a promoção das ideias culturais é uma condição prévia para a mudança político5 De Benoist observou que a esquerda francesa não havia sido escolhida para ocupar cargos públicos, desde o final da Segunda Guerra Mundial, mas que, não obstante, as ideias de esquerda ganharam uma considerável tração na sociedade francesa, especialmente entre os intelectuais. De Benoist pretendia mudar os valores e os pressupostos da sociedade francesa de forma semelhante, modificando a ideologia predominante, sem a necessidade de obter vitórias eleitorais.

5. A ideologia da Nouvelle Droite

A maioria dos cientistas políticos coloca a ND na extrema direita do espectro político. Vários críticos liberais e de esquerda descreveram-no como uma forma nova ou asséptica de neofascismo ou como uma ideologia de extrema-direita que se inspira significativamente no fascismo. O cientista político e especialista em fascismo Roger Griffin concorda, argumentando que ND apresenta o que ele considera os dois aspectos definidores do fascismo: um ultranacionalismo populista e um apelo ao renascimento nacional (palingenesia). McCulloch acredita que a ND tinha um 'caráter distintamente fascista-revitalista', em parte por causa de sua constante referência a ideólogos de direita anteriores, como os revolucionários conservadores alemães e figuras francesas como Robert Brasillach, Georges Valois, Pierre Drieu La Rochelle e Thierry Maulnier. A Nouvelle Droite também venera o pensador italiano de extrema-direita Julius Evola, que continua a ser um símbolo potente no movimento. Em 1981, a equipe editorial da revista ND Éléments escreveu que 'sem compartilhar todas as suas opiniões e análises, os editores do Éléments concordam em reconhecer nele um dos observadores mais lúcidos e perspicazes do nosso tempo'.


McCulloch viu paralelos no desejo da ND por sociedades europeias étnica e culturalmente homogêneas, sua hostilidade ao igualitarismo e à modernidade universalista e seu apelo por um renascimento cultural. ND rejeita rótulos de 'fascismo' e 'extrema direita'.5 O próprio De Benoist se descreveu como neofascista, embora tenha rejeitado o rótulo de 'fascista', alegando que ele só foi usado por seus críticos 'com o único propósito de deslegitimar ou desacreditar' suas ideias. Os membros da ND argumentaram que sua crítica ao capitalismo e à democracia liberal é diferente das críticas articuladas pelo nazismo e pela ND.as velhas formas de fascismo e a extrema-direita.


domingo, 5 de março de 2023

Os reis sem coroa: O juramento da Imaculada Conceição sobre os Braganças - documento completo

 Mais um documento que prova a REGÊNCIA da Casa ducal de Bragança, reafirma o documento denominado de "Juramento da Imaculada Nossa Senhora da Conceição de maria, 1646".


Este documento abaixo apresentado data de 1639/1640.


ANALISANDO O DOCUMENTO:

Em Portugal a igreja católica guarda a relíquia de Santa Terezinha ou seja a sua mão esquerda.


A religiosa "freira", Leonor Rodrigues, sonhou que o duque de Bragança  recebia da Santa Therezinha o cetro de comando, a qual lhe entregava com a mão esquerda, e que o duque de Bragança estava sentado num trono, porem sem a Coroa que é o símbolo real e imperial, nesta época Portugal estava nas mãos da Casa e dinastia filipina após a traição cometida contra DOM SEBASTIÃO, que foi preso e depois obrigado a viver ocultamente em meio ao povo...

DOM SEBASTIÃO havia procurado o duque de Bragança para que ele fizesse a restauração da monarquia portuguesa, que derrotasse os espanhóis. 

Então o duque de Bragança obedece o legítimo EL REI DOM SEBASTIÃO que estava vivo, mas antes fez um documento no qual ele prometia ao rei, em caso de um descente ou parente próximo do rei reclamasse o trono e os direitos reais e imperiais, ele devolveria de bom grado e lançou uma maldição aos seus próprios descentes caso em algum tempo estes negassem ou violassem o documento intitulado de "JURAMENTO DA IMACULADA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE MARIA"...

Então desde 1640 o próprio duque de Bragança que foi intitulado de DOM JOÃO IV até DOM JOÃO VI foram fiéis a dinastia e casa de Avis, nunca ousaram colocar a coroa real imperial pontifícia em suas cabeças, entregando-a aos cuidados e guarda a Nossa Senhora até o descente que haveria de reclamar o trono de seus antepassados e este nasceria em 1963, viveria um tempo em vida simples no meio do povo em sigilo ou em segredo como "Príncipe Encoberto, Rei Encoberto, Imperador Encoberto"...

domingo, 24 de abril de 2022

Ideologias vigentes do século XXI

 Nos tempos que eu cursava a universidade (2007-2010), aprendemos algumas ideologias que foram no período histórico: positivo, marxismo, anarquismo, neomarxismo e neoliberalismo. Outras ideologias que não aprendermos na academia universitária, hoje são adotadas mundialmente e no Brasil também. Como fiquei sabendo disso? Em 2016 ( provavelmente no mês de maio), um jovem postou no Facebook ( não lembro o nome dele ) colocou as ideologias vigentes que não são adotadas nas universidades e os seus teóricos e revirando na minha velha encontrei essas ideologias que são praticadas atualmente, as quais são:

  1. Nova esquerda
      1.1 neomarxismo 
 

 
 
      Georg Lukács, Karl Korsch, Antônio Gramsci, Theodor Adorno, Marx Horkheimer, Herbert Marcuse e Walter Benjamin.
 
     1.2  pós-marxismo 
 

 
 
          Chantel Mouffe, Ernesto Daclau, Alain Badiou, Slavoj Zizek, Zygmunt Bauman, Antônio Negri e Giorgio Aganbem.
 
          1.3  Marxismo Analítico ( Marxologia ) 
 

 
         John Elster, Leszek Kolakowski, John Rawls e Thomas Piketty.

          2. Nova direita
 
          2.1 Neoliberalismo
 
 
 
 
 
F.A. Hayek, Karl Popper e Milton Friedman. 
 
 
              2.2  Neoconservadorismo
 

 



Roger Scruton, Russel Kirk e Thomas Sowell.


            2.3  Libertarianismo
 

 

           Ayn Rand, Von Mises, Robert Nozick e Murray RothBard.

          2.4  Anticomunismo francês e europeu oriental
 

        Ben-Henri Lévy, André Glucksmann e Leszek Kolakowski.

        3. Dissidentalismo ( Nouvelle Droite )

 
Alain de Benoist, Guillaume Faye, Alain Soral, Aleksandr Dugin, Claudio Mutti e Christian Bouchet.